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Entrevista de Maria João Pantaleão ao jornal Público

Afirmam ter como missão “promover a grandeza em pessoas e organizações em todo o mundo”. De que modo concretizam, de forma bem-sucedida, este objetivo tão ambicioso?
Na FranklinCovey acreditamos no valor intrínseco de cada pessoa Acreditamos que todo o ser humano aspira grandeza e tem o poder de escolher – este é um dos nossos valores, o primeiro. Portanto, a nossa Missão consiste em ajudar as pessoas a reconhecerem o seu valor e gerar a inquietação e o desejo de se transcenderem, para além do que conhecem de si, num dado momento. O Ser Humano tem a capacidade de se “reprogramar” e transformar continuamente. Reside em nós a escolha da nossa própria criação e isso é, por si, extraordinário e poderoso.

Com o foco nos resultados, pretendem alterar os comportamentos humanos, sociais e coletivos que prejudicam o sucesso das empresas. Que soluções apresentam neste sentido? Qual é, em média, a duração de todo o processo?
Neste momento, as áreas estratégicas para nós são: Liderança, Produtividade, Confiança e Execução. As soluções incluídas em cada uma delas passam sempre por três fases: preparação, implementação e sustentabilidade. O processo pode incluir ferramentas de pre assessment, workshops, webinars, conteúdos on demand, coaching e pos assessment. A duração varia consoante o design do processo, mas entre o pre assessment e o pos assessment, estamos a falar, em média de 6 a 8 meses.

Através da vossa experiência, que erros podem identificar como mais comuns no comportamento humano dentro das empresas? Como caracterizam a vossa atuação neste sentido?
Diria que o primeiro “erro” mais comum é o de se achar que o problema está no comportamento dos “outros” e que são os “outros” que precisam ser intervencionados para mudar. Mas existem outros: ser produtivo significa andar muito ocupado e acelerado; faço aquilo para que me pagam ou aquilo que me mandam; para uns ganharem, outros têm de perder; dizer uma coisa e fazer outra… Enfim, a lista pode ser longa. Os nossos comportamentos – errados ou certos - resultam dos nossos paradigmas – as lentes pelas quais nos vemos e vemos o mundo à nossa volta. A nossa abordagem – inside out - incide exatamente ao nível da análise e transição de paradigmas que, alinhados por princípios de eficácia, conduzem-nos a comportamentos capazes de gerar os resultados desejados.
Que nichos de mercado e empresas procuram com mais frequência os vossos serviços? Este acompanhamento pode ser feito a título presencial e online?
Os nossos Clientes situam-se nas mais diversas áreas de atividade - financeira, automóvel, farmacêutica, retalho e distribuição, indústria transformadora, etc. Não podemos falar propriamente de “nichos”, porque estamos a falar de empresas multinacionais e empresas nacionais de pequena e média dimensão. As nossas Práticas – áreas de conhecimento – e a nossa presença global permitem-nos desenhar soluções à medida da dimensão e das necessidades de cada Cliente. As soluções Online Learning da FranklinCovey funcionam como suporte e acelerador do processo de mudança e transformação, mas a componente presencial continua a ser muito valorizada pelos nossos Clientes, como ponto de partida.

Finalizado o processo de consultoria e acompanhamento, que alterações veem na empresa e pessoas com quem trabalharam?
Maior clareza e alinhamento estratégico, uma linguagem comum, atitudes mais abertas, disponíveis e construtivas, maior focalização no que é importante, maiores índices de confiança, o que facilita os processos e as interações entre as pessoas e as equipas; mais entusiasmo e orientação para a ação e para os resultados. O resultado final depende de vários fatores pré-existentes e dos objetivos propostos.

Diferenciando-se de outras empresas atuantes no mesmo mercado, a FranklinCovey opta por aliar consultoria, workshops e ferramentas de sustentabilidade. Podemos afirmar que esta aposta num acompanhamento integral permite sucesso e resultados positivos?
Sim, é um dos fatores. A mudança de comportamentos e de Cultura não acontece por decreto, nem de um dia para o outro. Implica, em primeiro lugar, a vontade, o compromisso e o envolvimento firmes dentro da própria organização – tal como nas pessoas, nas organizações a mudança acontece “de dentro para fora” -; em segundo lugar, é preciso ajudar as pessoas a consolidar esta mudança de atitudes e práticas, através de mensagens coerentes, de reforço e orientação.

Com a crise económica que abalou Portugal, as empresas retraíram-se e a desmotivação recaiu sobre os
colaboradores. Sentiram que, nesta fase, as entidades portuguesas procuraram de forma mais significativa a vossa ajuda?

Sim. Em tempos de crise, como a que vivemos, é natural haver uma retração no mercado. As empresas que, mesmo assim, decidiram, ou tiveram condições para investir no desenvolvimento das pessoas revelaram-se mais criteriosas na escolha das soluções e fornecedores, a sua credibilidade e perspetiva de retorno. Outro fator interessante a que assistimos foi o de empresas que, mesmo em ambiente de crise, se reinventaram e cresceram e procuraram a nossa ajuda para equipar os seus colaboradores, com novos paradigmas, competências e ferramentas que os preparem para novos contextos de ação. O nosso enfoque é contribuir para o sucesso dos nossos clientes, pois sabemos que esse é o ponto de partida para a FranklinCovey Portugal ser bem-sucedida. Tem sido assim em todo o Mundo.

A FranklinCovey Portugal atua não apenas em território luso, mas também em projetos internacionais através da FranklinCovey. Como definem a vossa presença no contexto mais global?
Essa é obviamente uma das vantagens de trabalhar numa empresa verdadeiramente global. Ao longo destes 2 anos temos tido a oportunidade de estar envolvidos em projetos nos Países de expressão portuguesa – colaborando com os colegas locais, mas também em diversos projetos internacionais, quer no desenvolvimento, quer na implementação. Assim como também temos contado com a participação de colegas de outros países em projetos nacionais. O Mundo é inequivocamente global. Os mercados são globais e os clientes também, pelo que a nossa resposta está alinhada com esta realidade.

Abordando agora, de um modo mais concreto, o seu percurso profissional, de que modo 20 anos de experiência na área contribuem para uma maior confiança por parte dos clientes?
Sabe que a “quantidade” de experiência pode ser enganadora… podem ser 19 anos a cometer os erros do primeiro ano. Mas acredito que, à partida, 20 anos de experiência são um fator que gera confiança, até por ser diversificada e a desempenhar diferentes papéis. Mas a confiança constrói-se todos os dias, em cada interação. A pergunta fez-me pensar em quem confiou em mim, quando o meu curriculum era uma página em branco. Gosto de pensar que esse foi um momento de liderança.

Participou e colaborou com distintos projetos nacionais e internacionais. Em algum momento sentiu, em Portugal ou em outros países, discriminação pelo facto de ser mulher?
Em Portugal, não. Pelo menos, que fosse manifesto e eu me tenha apercebido. Mas também nunca encarei o facto de ser mulher como vantagem ou desvantagem, em termos profissionais. Quando estou a trabalhar em Países com traços de cultura diferentes dos nossos, procuro informar-me e estar atenta, para não ser protagonista de situações constrangedoras. Em algumas situações, pode ser um exercício de diplomacia e equilíbrio desafiante. Mas aprendemos sempre.

De que modo reagem os seus clientes quando veem que será uma mulher a acompanhar o desenvolvimento da sua empresa e equipa? Ainda existe preconceito neste sentido?
Creio que não há uma reação especial pelo facto de ser mulher, nem pela positiva, nem pela negativa. O que procuramos sempre é que o perfil dos consultores se enquadre na cultura do Cliente e nos objetivos propostos para o projeto. A este nível, falamos de experiência, expertise, por vezes, até idioma, características enquanto consultor, mas, até agora, o género nunca fez parte da equação.

Enquanto especialista na área comportamental no âmbito empresarial, como define a postura da mulher em Portugal? O que deve ser mudado de forma a conceder-lhes mais confiança e sucesso?
Se pensarmos numa perspetiva histórica, creio que as mulheres têm alcançado conquistas muito relevantes, numa perspetiva de manifestar a sua versatilidade e diversidade e de expandir a sua influência e protagonismo. No futuro, creio que precisamos aprender a confiar (ainda) mais em nós e nas nossas capacidades para construir os nossos sucessos. Não por comparação aos homens. Por comparação é sempre mau – significa que já estamos à partida a olhar para as diferenças, em vez de olharmos para o que temos de único. Mas isto tanto é aplicável a mulheres, como a homens. Acredito acima de tudo que, enquanto Pessoas temos de reconhecer em nós o valor que temos e agir.

Como vê o futuro das empresas no contexto feminino? O que mudará na nossa sociedade?
A diversidade é importante, nas sociedades, nas empresas e nas famílias. O ideal é que deixe de haver uma realidade classificada entre “mundo feminino” e “mundo masculino”. No dia em que estas classificações deixarem de fazer sentido, ganhamos todos.

E na FranklinCovey, como acompanharão esse futuro empresarial? O que têm planeado para os próximos anos?
Atualizado permanentemente a nossa oferta e localizando para Portugal as soluções e ferramentas mais pertinentes para no nosso contexto empresarial. A FranklinCovey tem uma Área Inovação e Desenvolvimento muito ativa, rodeia-se de excelentes profissionais, colabora com Universidades conceituadas e experts nas suas áreas de atuação, para que a sua oferta se mantenha atual e global, num contexto em constante mudança.

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