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Leadership Talking Points

 

Todos são líderes - A sério

A Liderança é uma escolha, não é uma posição. - Stephen R. Covey

“Muitas empresas dividem as pessoas entre líderes e colaboradores,” afirma Jean Jean-François Zobrist, um antigo responsável da FAVI, uma bem sucedida empresa Francesa na área da fabricação de peças para as indústrias automóvel e aeronáutica, entre outras.

“Assumem que cada remador não passa sem um timoneiro de chicote na mão. Portanto, temos remadores rápidos, mas o barco fica mais lento porque tem de carregar o peso de todos os que andam de chicote na mão. Este pressuposto não só é contraproducente, como é muito injusto. Todos são líderes.”

A FAVI é um novo tipo de organização onde se espera que todos possam definir coisas e liderar. Os seus gestores vêem-se a si próprios como “líderes de líderes”, e o seu trabalho consiste em assegurar o sucesso de outros líderes. Os seus 600 colaboradores têm um papel de liderança, muitas vezes definido por cada um deles. “Por exemplo, o Frank – um dos nossos operadores – veio falar comigo um dia. Ele queria ir à procura de novas ideias – máquinas, materiais, fornecedores – para aumentar a inovação da nossa organização. Eu respondi-lhe: Vai. Acredito que serás bem sucedido, mas a decisão não é minha. Vais ter de validar isso com os nossos colegas.”

O Frank convenceu os colegas e tornou-se Líder de Importação de Inovação. Viaja pelo mundo uma vez por mês e as suas conclusões têm ajudado a organização a progredir. Quando todos são líderes, todos são responsáveis pelos resultados. Zobrist disse aos seus colaboradores, “Eu não sou o responsável. Vocês são responsáveis – perante o Cliente e uns pelos outros. Precisam de liderar. Precisam de tomar decisões. Vocês são os líderes aqui.”

Como resultado disto, o desempenho da organização aumentou significativamente. Toda a energia “politica” e o tempo desperdiçado a tentar agradar os chefes transitaram para a satisfação dos Clientes. A FAVI está entre um número crescente de empresas onde a Liderança é para todos.

Virtualmente, todas as decisões nas organizações são feitas por equipas de trabalho que se consultam umas às outras, quando antigamente a sua ação era condicionada pelo seu lugar na hierarquia.

“Uma empresa de seiscentos indivíduos não tem um CEO mas seiscentos. E qualquer um deles pode ter uma ideia diferenciadora e implementá-la, e isto é uma das principais razões para o sucesso tremendo de tantas destas organizações.” (para ler mais sobre esta história da FAVI, consultar: Frédéric Laloux, Reinventing Organizations, Xvii, 78-79).

A ideia de que todos são líderes é mais do que uma mera mudança de paradigma. A nossa definição corrente de Liderança é na realidade extremamente limitadora. Pensamos habitualmente no líder como alguém que dirige todo o trabalho dos outros, mas isso é de facto uma visão redutora da liderança. É uma visão que retira à empresa o potencial de liderança dos seus colaboradores, algo inexplorado em muitos de nós.

Quando se dirigia às suas audiências por esse mundo fora, o Dr. Stephen R. Covey costumava perguntar quantos dos presentes concordavam que a organização típica mal tinha começado a explorar as capacidades de liderança dos seus colaboradores. Quase todos levantam a mão. Esta admissão é o resultado de um paradigma que divide o mundo entre alguns líderes e muitos seguidores, e explica também porque é que o training em liderança ainda é algo reservado para uma pequena elite.

Mas o mundo em que vivemos requer cada vez mais que cada um de nós desenvolva qualidades de liderança: iniciativa, talento, visão, a capacidade de definir e atingir objetivos, empatia, criatividade, entre outras. Não nos podemos dar ao luxo de desenvolver estas qualidades em apenas “alguns indivíduos de alto potencial.”

O Dr. Covey costumava dizer que “A Liderança é uma escolha, não uma posição.” Ele acreditava que todos tinham potencial para ser líderes. A liderança é uma característica primária de cada ser humano, e que corresponde a um contributo único. Em contrapartida, a posição, popularidade e imagem pública associadas à liderança são aspetos secundários. Um CEO não tem maiores probabilidades de se tornar um líder do que qualquer outra pessoa. A autoridade formal não significa o mesmo que Liderança, que na realidade consiste em autoridade moral e competência única.

Imagine uma organização onde todos são preparados para serem líderes. Imagine uma organização onde toda a Cultura – das áreas de gestão até aos operadores “front-line” – é intencionalmente criada para produzir líderes. Toda e qualquer organização que criar uma Cultura de Liderança terá uma vantagem competitiva sobre as outras.

Questões para reflexão:

Ouvimos muitas vezes dizer que “Todos somos líderes”, mas quem é leva isto a sério?

Qual é o seu paradigma de Liderança?

A Liderança é apenas para uma pequena elite de pessoas?

Que tipo de organização teria se todos fossem líderes? Em que é que seria diferente?

FranklinCovey International
FranklinCovey Portugal, Abril 2015